Leituras de 2017 – Março

A Mulher do Viajante do Tempo – Audrey Niffenegger

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Esse livro é envolvente, e apesar das 500 páginas dele, acabei lendo super rapidinho. Queria deixar claro que esse é um livro com nota 3.84 de mais de 1.200.000 avaliações e 40.000 resenhas no Goodreads, então é um livro de peso idolatrado por MUITA gente. Tanto que ele está presente em listas como “os melhores romances de todos os tempos” e “livros que todo mundo deveria ler na vida”.

Mas eu não consigo recomendar o livro com leveza no coração. Foi um livro muito elitista, e me incomodou o jeito que eles falam como se o branco fosse superior (só não digo que senti uma vibe neonazista porque não posso, né). Só pra começar, a protagonista chama Clare, e a sua filha se chama Alba (porque os pais querem “escolher algum nome lindo que signifique ‘branca'”). As personagens ~não brancas~ (duas ou três) do livro são estereotipadas, unidimensionais, como a porto riquenha que só tem uma característica marcante: ser porto riquenha. O racismo é tão presentem que em determinado momento, a Clare está escolhendo a cor para pintar um anjo, e diz “Um anjo terrível não seria branco, ou seria mais branco do que qualquer branco que eu possa fazer”. Sabe? Não precisa.

Então assim: reescrevam o livro. Mantenham a história, tirem o preconceito, tirem o racismo, e ok, dá pra aproveitar uma história bonita e envolvente de amor.

Sejamos todos Feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

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Um manifesto MUITO curtinho e bem pacífico com bons motivos para sermos feministas. É exatamente tudo o que eu penso sobre o assunto, falado por uma ativista nigeriana (a mesma que escrevei Amaricanah) que merece ser ouvida por todo o mundo. Não quer ler o livro? Assista esse filme, e você vai entender:

Vozes de Tchernóbil – Svetlana Aleksiévitch

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Esse foi um soco no estômago, um tapa na cara, uma lição de história e de empatia, tudo. São relatos de pessoas que viveram a explosão da usina nuclear de Chernobyl, gente de todos os tipos e idades, contando como foi a experiência. E olha, foi tensa pra cacete. Logo no primeiro relato eu chorei no táxi, e durante todo o livro eu senti um incômodo muito forte. Tive que parar de ler por uns dias para continuar, porque é realmente muito pesado.

A única coisa que eu mudaria é que eu tiraria um relato ou dois, porque muitas vezes as pessoas contam as mesmas histórias, sabe? E como são histórias tristes que a gente já conhece, parece que isso acaba desgastando em dobro.

Mas no geral, acho que é uma obra que tem que ser lida sim, porque a humanidade precisa muito conhecer a sua própria história! (ok, nada do que eu escrever vai fazer jus à genialidade da autora vencedora do prêmio Nobel, então sugiro que seja lido direto da fonte 😉 )

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